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FERNANDO ALAGOA

Blogue Oficial

FERNANDO ALAGOA

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11
Fev18

Saga

Sobre o nascimento da saga

 

Esta saga reflecte uma forma muito própria de pensar o mundo, que não é única, nem exclusiva, mas com a qual me identifico.

Com os meus 5 anos, já devia ser ateu, à força de tanto ouvir dezenas de novenas radiofónicas por imposição da minha beata avó materna. Principalmente no Verão, passava as tardes solarengas brincando à sombra de uma frondosa amoreira, ouvindo histórias de Deus e do Diabo. 

Santos e anjos caídos povoaram o meu imaginário de criança e também os meus pesadelos. Ouvia falar sobre o reino dos céus e do inferno, sobre os castigos e as tormentas atribuídas aos pecadores, sobre a bondade divina, os milagres, mas também sobre as guerras santas, a Inquisição, o livre arbítrio e os dogmas.

Uma guerra santa parece-me um paradoxo absurdo; o livre arbítrio uma isenção vitalícia concedida a Deus e os dogmas verdades absolutas contrárias ao diálogo, à crítica e à dúvida.

Nada disto bastava ou satisfazia o meu entendimento sobre as coisas e aquela ideia de Deus como um senhor velho de barbas que tudo vê e sabe, omnipresente, omnisciente e omnipotente, também não me convencia. Tinha de existir algo mais.

À medida que ia crescendo, ia-me confrontando, como é natural, com outras realidades: evolução, Darwin, selecção natural e muitos outros deuses e religiões.

Escolher um Deus não é tarefa fácil e perceber qual das religiões melhor me completava enquanto pessoa um verdadeiro dilema.

Um dia, surgem os ovnis e a possibilidade da existência de outros mundos e de outros seres. E com eles, o conhecimento de algumas teorias, pelas mãos de homens da ciência e com provas dadas, como por exemplo, Carl Sagan (1934 - 1996, astrónomo Americano) e Artur C. Clark (1917 - 2008, escritor e inventor britânico), que afloram este tema em Contacto e 2001 Odisseia no Espaço.

Estas teorias, não são recentes, mas sofreram um grande impulso com a publicação do livro "Chariots of the Gods?", em 1970, do suíço Erick Von Daniken (1935).

Percebi assim que não estamos sós enquanto seres humanos e eu também não estava só neste pensamento. Não era o único a pensar o mundo desta forma, pois existiam imensas pessoas, estudiosos, astrónomos, biólogos, astrofísicos, entre muitos outros, que partilhavam as mesmas ideias que eu, ou eu as deles.

Estas teorias conhecidas como teorias dos "Antigos Astronautas", basicamente, referem que o ser humano descende de seres que visitaram a Terra há milénios ou que foi geneticamente modificado por eles, o que talvez resolvesse o problema do elo perdido.

Foram esses seres que nos transmitiram a base do conhecimento, da cultura e da religião, embora algo se tenha perdido na história da humanidade.

Todos nós já ouvimos falar de vários mistérios que continuam por explicar:

- as caveiras de quartzo do México;

- as estátuas da ilha da Páscoa;

- a impossibilidade de ainda hoje não se conseguir deslocar as enormes pedras das construções milenares;

- a Atlântida;

- a cultura maia e o baixo-relevo gravado em pedra, na tampa do sarcófago do Rei Pacal, representando uma máquina voadora.

- O Pássaro de Sakara;

- E muitos outros mistérios.

Estas teorias começam hoje a ganhar mais força e, embora algumas delas sejam demasiado rebuscadas, parece-me que a história da humanidade tem de ser reescrita.

Por curiosidade, o Vaticano, em 2008, reconheceu a possibilidade da existência de vida extraterrestre.

Ora, a saga não fala destas teorias mas, através dos livros da colecção, evoca-as e é um reflexo desta forma de pensar.

Colocar estas aventuras em solo nacional, dando especial relevo à nossa história, aos nossos monumentos, à nossa cultura é, um prazer incomensurável!

Fernando Alagoa

 

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